“Onde tudo começou”: multicampeão e avô coruja

Paulistano, nascido em São Paulo-SP em 22 de setembro de 1959, hoje vamos contar um pouco  da história de um ex-salonista que marcou época na modalidade no final dos anos 70 e durante a década de 80. Na segunda reportagem do “Onde tudo começou”, Douglas Pierrotti, ex-Palmeiras, AABB, Gercan, GM e seleção brasileira de futebol de salão será o personagem principal da série.

Antes de ingressar nas categorias de base do Palmeiras, Pierrotti começou jogando no time da igreja próximo de onde morava, no bairro do Belenzinho, zona leste de São Paulo. Coroinha na época de criança conforme o mesmo confidenciou, o ex-pivô jogava campeonatos extra-oficiais sob o comando de Heitor. Após o técnico ser chamado para trabalhar na base palmeirense, convidou o jovem de 12 anos para atuar na base alviverde.

Da esquerda para a direita, em pé:  Douglas Pierroti é o terceiro, junto com o presidente da FPFS, Nilton Cifuentes Romão, segundo da fileira,  ambos na base do Palmeiras. (Foto: arquivo pessoal).

O atleta acabou se profissionalizando na AABB. Assim como a Associação Atlético Banco do Brasil, outro clube também  tradicional na época era o Gercan. E, foi para lá que o paulistano acertou a sua transferência, em 79. Entre as suas conquistas estão: quatro Campeonatos Paulistas, um Campeonato Metropolitano e uma Copa Continental.

Após sete anos defendendo as cores do Gercan e o clube encerrar as atividades, o ex-salonista acertou com o Transbrasil. Por lá ficou durante dois anos, vencendo mais uma vez o Metropolitano e uma Taça São Paulo, campeonatos que perpetuam até hoje em grande nível e revelando grandes talentos no futsal, assim como o Campeonato Paulista.

Pierrotti, que também defendeu a seleção paulista de futsal, com o filho Rodrigo no colo, sendo entrevistado por Pisco Palumbo, um dos principais incentivadores da modalidade no país. Foto: Sarkis.

Após passagem pelo futsal do Rio Grande do Sul em 88, Pierrotti retornou ao futsal paulista e ingressou em outro forte clube da época: GM. Durante os anos 80, o ex-atleta se consagrou também na seleção brasileira de futebol de salão sendo um dos principais jogadores.  Entre os títulos estão: dois Campeonatos Mundiais, dois Pan-Americanos e dois Campeonatos Sul-Americanos.

Pierroti também defendeu as cores do Braido, Banfort, Palmeiras, Denora, Marvel, Santos, Corinthians e Uninove. Foi para a Itália em 2001, passando por Cus Chiete, Montesilvano de Pescara, Raiano, Marcianise, Gragnano e Stabiamalvi. Ingressou na carreira de treinador em 2011, no ASD Scafati Santa Maria C/5, da Itália. Já em 2014 foi para o principal clube de Sorocaba, o antigo Brasil Kirin e atualmente Magnus após treinar o (ASF/Prefeitura de Sorocaba/Femaco). “Desde 2014 eu era auxiliar técnico do adulto e treinador do sub-20 do Brasil Kirim. Posteriormente, iniciamos um time sub-20 que precisou passar por uma montagem. Fizemos uma peneira com 1000 jogadores. Com uma boa equipe fomos vice-campeões paulista. Estamos com uma estrutura legal no sub-20 e conseguimos chegar (em decisões) em praticamente todos os torneios que disputamos”, diz o treinador, campeão Mundial Universitário em 2000 e campeão Mundial de Clubes em 2016, como auxiliar técnico do Magnus.

Mais do que as decisões dos campeonatos, Pierrotti tem uma importante e gratificante missão: passar a sua experiência das quadras e fora delas para os garotos que chegam para vestir as cores do Magnus Futsal. “Na medida do possível orientamos os garotos para estudarem, se formarem, e não ficarem dependendo apenas do futsal.  Procuramos educar, formar atletas e serem grandes homens no futuro”, exalta o comandante sorocabano.

Casado com Beth e pai de dois filhos, Rodrigo e Camila, Pierrotti também é avô coruja nas horas em que não está dando treinos ou em viagens comandando o time sub-20 do Magnus.

Leonardo, Júlia e a pequena Gabriela. (Foto: arquivo pessoal).

 

 

 

 

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