“Onde tudo começou”: carreira curta, mas vitoriosa

Tetra campeão paulista na categoria infantil, campeão paulista no juvenil, todos com o Banespa. Bi campeão ainda na categoria juvenil já defendendo as cores do Palmeiras, e mais três vezes campeão paulista só que na categoria adulta. De 1961 à 1970, Pinga Fogo, nosso personagem de hoje no “Onde tudo começou”, foi campeão do Campeonato Estadual, competição tradicional  e importante do Estado de São Paulo.

O ex-salonista começou a sua carreira no Banespa aos 11 anos de idade. Mas, diferente dos que já passaram por aqui, Pinga Fogo teve uma carreira mais curta, parando de jogar aos 26 anos, quando defendia o Palmeiras – ainda teve uma passagem por Circulo Militar.

 

Pinga Fogo é o quarto da esquerda para a direita agachado, quando defendia o Palmeiras, sempre utilizando a camisa 13. (Foto: arquivo pessoal)

Não por conta de uma grave lesão ou falta de motivação para continuar jogando, mas Pinga Fogo teve que se retirar das quadras por um motivo muito mais maduro: na época em que defendia o Palmeiras, o craque já morava em São Bernardo do Campo, onde reside até hoje. E, como trabalhava em Santo Amaro, bairro localizado na região Centro-Sul de São Paulo, e já ter três filhos, não estava conseguindo conciliar os horários.

O ex-pivô também jogou pela seleção paulista, sendo campeão brasileiro em 1971. Para o jogador, uma importante partida foi quando anotou três gols contra a seleção de Minas Gerais, adversário até então invicto no torneio assim como a paulista.”Perdíamos por 3 a 0 e viramos de maneira sensacional para 6 a 3. Fiz os últimos três gols. Os dois times estavam invictos”, disse. Porém, naquele mesmo dia, foi do céu ao inferno quando teve uma triste notícia ao chegar em casa: seu avô havia falecido.

Pinga Fogo foi o grande herói no duelo contra os mineiros. (Foto: arquivo pessoal)

Além dos campeonatos paulistas e brasileiro, o eterno jogador da camisa 13 do futebol de salão foi campeão Sul-Americano com o Palmeiras, campeão sul-americano com a seleção brasileira, e campeão brasileiro universitário pela FUPE.

Sua referência na quadra foi Airton, ex-jogador de Ipiranga e Palmeiras. Sobre os seus tempos de jogador, Pinga Fogo se emociona. “Sinto muitas saudades daquela vida onde jogávamos por amor, fazíamos daquele esporte uma razão de viver. Foram tanta alegrias, amizades, que nada pode apagar todos os momentos vividos com pessoas tão especiais”.

Atualmente com 66 anos, Carlos Angelo Vendrame trabalha em uma conceituada empresa de transportes, na parte administrativa do Departamento de Tráfego. Sobre o curioso apelido, tem uma explicação. “Quem pos o apelido foi o Guto,grande jogador de futebol de salão da época do principal do Banespa. Eles colocavam apelidos em todos e como eu tinha como característica principal me deslocar muito e com muita rapidez como pivô, deixando os zagueiro sem saber onde eu estava, ele disse ‘por isso você vai ser o pinga fogo’, e ficou para sempre, até hoje quando encontro os amigos o tratamento é Pinga Fogo”, completa.

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