Fisioterapeuta socorrista da FPFS conta a sua trajetória no futsal

Com 36 anos, natural de São Paulo, Daniele Cristina Teixeira, apesar da pouca idade, possui um enorme currículo dentro da modalidade do futsal. Em 2016, a convite do presidente da FPFS, Nilton Cifuentes Romão, aceitou o cargo de fisioterapeuta socorrista da FPFS para os jogos realizados pela entidade. Além do cargo exercido, também assumiu os testes físicos (FIFA e CBFS) e todo o suporte da equipe de arbitragem. Abaixo, a profissional detalha um pouco mais sobre a sua carreira e inclusão no esporte. Confira:

Federação Paulista de Futsal: quando começou no futsal e o que te motivou a ir para essa modalidade?

Daniele Cristina Teixeira: comecei em 2004, logo após minha formação como fisioterapeuta. Na época, a equipe do Corinthians – categoria principal masculina, tinha parceria com a Unicid, faculdade que me formei e que eu fazia especialização e era monitora na clínica da faculdade. Na clínica, atendia os atletas de todos os esportes, mas com maior ênfase no atendimento dos atletas de futsal. A equipe do Corinthians precisava de mais um fisioterapeuta para compor a comissão e recebi o convite. Me apaixonei pelo futsal e nunca mais saí”.

FPFS: Como foi ver que o seu trabalho estava sendo reconhecido, já que o presidente a convidou para trabalhar na FPFS?

Daniele: foram 12 anos trabalhando em clubes como integrante de comissão técnica. Mesmo assim, sempre procurei dar suporte aos clubes que não tinham fisioterapeuta e suporte para a equipe de arbitragem. Foi um sonho realizado, já que a federação sempre foi um grande objetivo na minha carreira. O reconhecimento e o respeito que recebi de forma imediata de todos foi surpreendente. Eu vim com uma proposta de desenvolver um trabalho inovador para federação comparado ao que já existia, um trabalho mais próximo, dentro das quadras, um trabalho mais acolhedor, atencioso, ao qual as pessoas se sentissem seguras, protegidas. E, foi aceito e respeitado logo de cara. Nada paga a satisfação profissional e pessoal que tenho todos os dias que vou trabalhar na federação. Tenho um amor absurdo por minhas profissões e por poder desenvolve- las no lugar que é minha segunda casa.

FPFS: situações de lesões durante os jogos devem ser rotineiras para você. Passou por algum momento mais turbulento durante uma partida?

Daniele: o pai de um atleta que estava em quadra sentiu uma forte dor cardíaca enquanto assistia o jogo no ginásio Ciro II ao mesmo tempo que um atleta sofria uma contusão na cabeça durante o jogo que ocorria no Ginásio Ciro I. Eu consegui realizar o atendimento dos dois com sucesso. Porém, corria tanto de uma quadra a outra que esse pai, mesmo com dor cardíaca, me sugeriu “Dra, respira se não é a senhora que vai infartar agora”. Hoje, sou feliz em dizer que fiz meu trabalho com sucesso, ajudei pessoas e ainda fui carinhosamente adotada por este pai e por toda sua família. .Ele, seus filhos e sua esposa formaram uma grande e linda amizade comigo.

Formação
– Formada em Fisioterapia pela Unicid em 2003
– Especialização em Ortopedia, Traumatologia e Desportiva em 2005;
– Formação em Medicina Tradicional Chinesa em 2005;
– Formação em Treinamento Funcional em 2013;
– Formação em Pilates em 2015;
– Formação como Socorrista em 2016
-Formação como Bombeira Civil em 2017

Equipes
– Corinthians categoria principal masculino em 2004;
– Taboão da Serra categoria menores masculino em 2005;
– Osasco categoria principal e sub-20 feminino (parceria com Jaguaré e com o Corinthians) e masculino, final de 2005 até 2007;
– São Bernardo do Campo categoria sub-20 e principal feminino (parceria Associação Sabesp e Corinthians), e masculino (São Paulo) foram quase 10 anos;
– Lausanne Paulista categoria menores masculino em 2017;
– Palmeiras categoria menores masculino 2018-atualmente;
– Passagem pela seleção paulista categoria feminino sub-20 em 2008

 

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