“Onde tudo começou”: escrevente e atleta

Relembrando as carreiras de grandes atletas de décadas passadas, o “Onde tudo começou” desta sexta-feira (1/02) será com o ex-salonista Walmir “Preto”. O ex-jogador marcou história nos seus tempos de Gercan quando conquistou o primeiro título Metropolitano com o clube. A equipe, que era formada por sua maioria pelos próprios funcionários de um cartório de registro e notas da cidade de São Paulo, venceram na final a forte equipe do Água Branca.

Mas, antes de brilhar dentro das quadras, Walmir “Preto”, assim apelidado pelos colegas, não entrou para a modalidade logo e iniciou. Ainda com 14 anos de idade, o funcionário do 3º Cartório de Registros e Notas jogava apenas futebol de campo. Como na época os pais ficaram receosos do então garoto dar continuidade nos gramados, Walmir migrou para o futsal, e ficou apenas um ano jogando na base, na categoria Juvenil, e logo depois foi para o profissional.

Com passagens por AABB, Tênis Clube Paulista, Água Branca e GM, além do Gercan, Walmir, que atuava como ala-esquerdo,  se firmou como um dos principais atletas da sua geração.

Enquanto jogador, assim como muitos do seu tempo, dividia seu tempo com a profissão de escrevente no cartório e cursava faculdade de Arquitetura. No clube paulista, entre os anos de 1985 e 1986, jogou ao lado de craques como: Douglas Pierrotti, Pança, Serginho, Radamés, Medina, Robertão, Paulinho Rosas, PC de Oliveira, Ramon (atual Presidente da FPFS), Marquinhos, João Luis, dentre outros, além de ser treinado por Marcos Barbosa e Renato Toni.

Foto de 1986 – Em pé: Radamés, Cachorro Loco, PC, João Luis, Júnior, Paulinho Rosas, Robertão e PC de Oliveira. Agachados: Medina, Marquinhos, Serginho, Walmir Preto, Douglas e Sr. Natan.

Além do título Metropolitano, Walmir “Preto” teve uma vitoriosa carreira em campeonatos universitários. Foi tricampeão Universitário, campeão Mundial Universitário com a seleção brasileira e campeão pelos Veteranos Universitários. Com a seleção paulista também teve êxito, conquistando o Torneio Internacional de Jales.  Vestindo as cores da camisa verde e amarela, foi campeão Sul-Americano e dos jogos Pan-Americanos, no México.

Atualmente, Walmir  “Preto” mora em São Paulo, aos 63 anos de idade, e segue a sua rotina de trabalho no 3º Cartório de Registros e Notas de São Paulo.

“Todos os momentos que se passa com os amigos do futsal são muito engraçados porque nos divertimos muito. Somos uma grande família. Um fato inusitado que  aconteceu foi a minha convocação para a seleção brasileira em 1979 sem disputar o campeonato paulista, sendo questionado pelas atletas de outros estados em que clube eu jogava”, relembra Walmir.

Indagado  sobre a modalidade ainda não ser um esporte olímpico, ele conclui. ” O futsal precisa ser um esporte olímpico para que ganhe o valor que esse esporte extraordinário merece”.

Na foto: Walmir “Preto”, Miral, José Roberto, Ramon e Fabinho

 

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