“Onde tudo começou”: evitando o gol e virando charge de jornal

Engenheiro Civil por formação e atualmente com 67 anos, nesta sexta-feira (1/03), vamos contar a história do ex-jogador Lelo (Marcelo Henrique Cardoso), que deixou cedo a carreira de jogador salonista para se dedicar a de treinador.

Enquanto jogador, Lelo defendeu poucos clubes, já que as constantes lesões o atrapalhavam e, segundo o mesmo, não o deixaram seguir a carreira dentro das quatro linhas. Mas, enquanto jogava defendeu as cores do Círculo Militar e Banespa. O ex-salonista também defendeu as cores da seleção paulista Universitária, onde foi vice-campeão Brasileiro em 74. Em 1975, após jogar no Círculo Militar se transferiu para o Banespa, sendo campeão Estadual. Lelo voltou para o Círculo Militar em 78, ano de sua última atuação como jogador.

De uniforme branco, Lelo atuava como ala-direito. (Foto: arquivo pessoal)

Ainda em 1977 e 1978, já havia sido convidado para ser técnico da equipe de futebol de salão da Univerdade Mackenize. “Ganhamos a famosa Macmed – competição entre o curso de Engenharia e Medicina da Universidade. Deixando o lado de dentro das quadras, o paulistano migrou para a carreira de técnico, e teve passagens por grandes clubes: Círculo Militar, Palmeiras, Água Branca, Indiano, Portuguesa e GM.

“Em 79, fui convidado para ser técnico do Círculo Militar e fiquei até 1981, onde fomos campeões da Taça Cidade São Paulo. No mesmo ano também ganhei o troféu de técnico revelação. Em 1982, fui contratado pelo Palmeiras, sendo campeão Paulista Categoria Juvenil. Em 1983, treinei o Moinho Água Branca. No mesmo ano fui para o Indiano e fomos vice-campeões do Estadual. Voltei para o Palmeiras em 84, levantando o troféu de campeão da Taça Cidade São Paulo. Em 1985, tive uma passagem rápida pela Portuguesa, onde ficamos em terceiro lugar na Taça GM”, destaca Lelo.

Lelo é o primeiro da esquerda para à direita em pé, como treinador do Círculo Militar. (Foto: arquivo pessoal)

Ainda em 85, foi contratado pela GM e ficou ate 1989. “Encerrei minha carreira de técnico devido ao trabalho, não dava mais para conciliar”, diz. Nos anos de treinador da GM, ficou por duas vezes na terceira colocação do Estadual e duas vezes vices-estaduais, além do título da Taça Independência.

Lelo conta que ao longo da sua carreira de jogador e técnico teve diversos atletas inesquecíveis com quem trabalhou: Sorage, Carlinhos Pastor , André, Pinga-Fogo, Amarildo , Mário Sergio, Toni, Pança, Paulinho Rosas, João Luiz e muitos outros. Além daqueles que serviram de inspiração tanto dentro quanto fora das quadas: Mário Sergio, Sorage e Amarildo e como pessoa o Miral, Banzé e Batata.

Por conta da excelência em seu trabalho, Lelo foi convidado em 1982 para ser auxiliar do Presidente da Fifusa na Copa do Mundo de Futebol de Salão, vencida pelo Brasil em terras tupiniquins. No mesmo ano Lelo treinava o Palmeiras e, entre fatos curiosos que o mundo da bola proporciona, treinou o atual presidente da FPFS, Ramon, capitão palmeirense na época.

Atualmente na presidência da FPFS, Ramon, o primeiro agachado da esquerda para à direita, foi treinado por Lelo, o primeiro em pé da direita para à esquerda. (Foto: arquivo pessoal)

Na série “Onde tudo começou”, relatamos diversas histórias dos ex-jogadores, que ao longo das suas jornadas nas quadras passaram por inúmeras situações engraçadas. Com o Lelo não foi diferente e a dele, sem dúvida, entrou para o hall das situações constrangedoras na modalidade. Na época, Lelo acabou sendo matéria de jornal não pela vitória do time que treinava, mas pelo o que fez em determinado lance do jogo. Entretanto, não bastasse a matéria o ex-treinador virou charge. Confira:

Foto: arquivo pessoal
Foto: arquivo pessoal

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