Técnica do Taboão da Serra espera abrir mercado para mulheres

O crescimento vivido pelo futsal feminino ainda contrasta com um dado: a presença de mulheres no comando das equipes ainda é bem tímida. Dos quatro times participantes da Copa das Campeãs, em Lages (SC), apenas o Taboão da Serra é treinado por uma mulher. Oriunda do meio acadêmico, Cristiane Pereira de Souza é uma das pioneiras na função. Treinadora da equipe paulista há 10 anos, ela afirma que o mercado de técnicos de futsal ainda é muito restrito no país.

“São poucas as mulheres no mercado de trabalho de treinadores. Há pouco espaço ainda. Isso vai muito da cultura de o futsal ser um esporte mais praticado por homens, embora isso esteja mudando. Faltam recursos humanos também. Dou aula de futebol e vejo as meninas muito interessadas na disciplina hoje em dia. Também estou preparando atletas para serem futuras treinadoras. Uma jogadora nossa, inclusive, já é técnica do nosso sub-13”, disse Cris.

Cris sabe que o seu sucesso pode alavancar a ascensão de novas mulheres no mercado de trabalho. Feliz em ser reconhecida como uma pioneira na função, ela destaca uma das vantagens que as treinadoras possuem sobre os treinadores no futsal feminino.

“Acho que mulher entende muito mais as atletas, porque a gente consegue falar de igual para igual”, resumiu.

Sobre o trabalho à frente do clube, Cris revela que hoje a forte equipe de Taboão da Serra vem colhendo os frutos plantados há 10 anos.

“Começamos com um projeto de base, fui preparadora física de equipe masculina e depois assumi o time feminino. Taboão começou com uma equipe bem simples, mas o projeto foi aumentando e hoje somos o principal time da nossa cidade. Nosso maior desejo sempre foi consolidar as categorias de base, então estamos colhendo os frutos plantados lá atrás com uma equipe forte e com quatro jogadoras formadas por nós mesmos”, finalizou.

Foto: Pedro Veríssimo

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