“ONDE TUDO COMEÇOU”: “Eu defendi as cores da Hebraica até o final da minha carreira”

Ex-goleiro, o homenageado desta sexta-feira do “Onde tudo começou” é Arthur Rotenberg, 60 anos, natural de São Paulo, capital, e trabalha na área de Direito Empresarial, confira:

Curriculo Esportivo de Arthur Rotenberg

Com 5 anos de idade começou a fazer escola de esportes na Hebraica. Já se destacava como goleiro de handball;

Aos 6 anos foi federado pela Hebraica, como atleta goleiro de futebol de salão, em 1.966;

Defendeu as cores da Hebraica até parar de jogar, aos 22 anos de idade;

Jogou o famoso torneio de futebol de salão do salão da criança pelo Colégio Jardim São Paulo, sagrando-se campeão;

Pela Hebraica foi várias vezes campeão estadual, juvenil e principal;

Foi campeão brasileiro principal universitário jogando pela FUPE em 1.978;

Foi vice campeão brasileiro juvenil, jogando pela seleção paulista em 1.977.

Foi campeão mundial nas macabíadas de 1977, em Israel, jogando pela seleção brasileira.

Formado pela Pontifícia Universidade Católica em 1981, tenho diploma de Master in Comparative Law pela Universidade de Direito de Champaign Urbana, em Illinois, Estados Unidos. Durante 13 anos trabalhou no escritório Demarest, e desde 1992 é sócio do escritório Lima Gonçalves, Jambor, Rotenberg e Silveira Bueno, na área do direito empresarial.

Comparação entre o futsal e o futebol de salão de minha época: o jogo se tornou mais dinâmico, mais rápido e com mais alternativas, já que na minha época não havia gols dentro da área, o goleiro não participava das jogadas fora de sua zona de atuação, a bola era mais pesada e quase não pulava. As novas regras mudaram tudo isto, mas não sei dizer sobre minha preferência, pois não cheguei a experimentar esta forma de jogo.
Historias
Foram muitas histórias memoráveis, muitos amigos, lembranças maravilhosas. É tão interessante a minha trajetória esportiva, que mesmo depois de ser presidente da Hebraica em 2 gestões, presidente do conselho deliberativo em 2 gestões, diretor por mais de 20 anos, dou risada quando amigos me encontram com meu filho, por exemplo, e perguntam a ele se tem noção o que eu jogava de bola naquela época. Nem tocam no assunto sobre a presidência do clube. Não esqueço também de uma daquelas famosas brigas em jogos contra o Ipiranga. Jogo na Hebraica, o “pau” comendo solto e o Primo, fixo do Ipiranga fala para mim “goleirinho vai lá para perto do juiz para não apanhar porque você é muito pequeno para estar nesta briga”.

Teve também, fato memorável, a Hebraica disputando o campeonato brasileiro interclubes, representando São Paulo, depois de eliminar o Banco do Brasil e Corinthians. Éramos favoritos ao título, com ótima campanha, mas de repente, antes do jogo contra um dos times mais fracos, perdemos vários jogadores, uns com hepatite, pior ainda, outros jogando com hepatite sem saber e alguns machucados. Resultado final, um 9 x 2 inacreditável contra a Hebraica. Mesmo assim, conseguimos ganhar o último jogo e terminamos em 2º ou 3º lugar.
Enfim, são tantas histórias e amigos, que não dá para individualiza-las. Seria muito difícil.

Quer, por fim, enaltecer a Federação Paulista de Futsal, na pessoa de seu presidente Ramon, de quem tenho o privilégio de ser amigo pessoal e ter jogado muitas vezes contra, mas sempre com muito respeito e honestidade. Melhor ainda, foi ter jogado na seleção paulista de 1977 com ele, como capitão do time, quando nos sagramos vice campeões brasileiro, com grandes amigos e companheiros formando aquele timaço. Lá também terminamos a campanha com uma briga total em quadra, na final contra o Rio de Janeiro. Prefiro não dizer quem começou a tal briga.

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