“ONDE TUDO COMEÇOU”: “Eu fui a primeira contratação interestadual do futebol de salão”

Ex-Ala, o homenageado desta sexta-feira do “Onde tudo começou” é Sérgio Paiva Ribeiro, “Serginho”, que para muitos da sua geração é tido como um dos melhores jogadores da época da bola pesada, está com 74 anos, natural de Vila Isabel, Rio de Janeiro e morando em Grajaú, que é um bairro vizinho. Atualmente está curtindo a merecida aposentadoria, pela CEF – Caixa Econômica Federal, confira:

INÍCIO
Sérgio nos contou um pouco do seu início de carreira no futebol da bola pesada, o ex-ala atuava pelo lado esquerdo.

“Fui treinar no Vila Isabel entre os 11 a 12 anos de idade, e lá construí além da carreira, uma segunda casa, repleta de amizades. Ao chegar ao time principal, formamos um time praticamente imbatível, que meus irmãos Celso e Adilson, além de Aécio, recém falecido, Gizo, Chiquinho, Augusto (GOL), Biriguda entre outros, formavam essa grande equipe.
Em 1967, o Palmeiras através de Miguel Mazi, diretor do Palmeiras, veio ao Rio e me levou para jogar em São Paulo, no que foi a primeira transação interestadual de um jogador de futebol de salão”, contou Serginho.

TÍTULOS
– 3x Campeão Carioca
– 2x Campeão Brasileiro
– 5x Campeão Paulista
– 1x Campeão Brasileiro Seleção Paulista
1x Campeão Sul-americano
1x Campeão Sul Americano seleção Brasileira

TIMES
– A.A Vila Isabel
– S.E Palmeiras
– Seleção Brasileira
* Seleção Carioca
*Seleção Paulista

FORA DAS QUADRAS
O ex-ala, assim como muitos outros atletas do futsal, dividiam a vida do esporte com outros empregos e com os estudos.

“Sou funcionário aposentado da CEF, para onde fui após a extinção do BNH, onde entrei como concursado em 1967. Então entra uma incrível coincidência, quando o diretor do Palmeiras Sr. Miguel veio ao me contratar, eu já estava designado para trabalhar na recém criada agência do BNH em São Paulo. Uniu-se, então, para mim o útil ao agradável. Fiquei em São Paulo por cinco anos.

PERSPECTIVA NO ESPORTE
“Para o ex-ala, Sérgio Paiva, algo que poderia elevar ainda mais o cenário do futsal brasileiro e mundial, seria a modalidade virar um esporte olímpico, isso mostraria a verdadeira valorização do esporte. O comitê olímpico reconheceu após alguns anos, novas modalidades olímpicas, quem sabe em um futuro próximo o futsal vire um esporte olímpico.

HISTÓRIAS
“Difícil lembrar, mas tem várias. Tem uma interessante que ocorreu em uma viagem pelo Palmeiras o Sr. Mário, um rapaz que sempre viajava com a gente, dormia profundamente, quando deram um peteleco na cabeça dele. Daqui a pouco, outro peteleco, aí ele se levantou e agarrou fortemente pela orelha o Nilson, auxiliar de treinador e que também dormia, sem ter nada a ver com os petelecos. O ônibus caiu numa gargalhada só ao mesmo tempo que tínhamos que segurar o Nilson para não sair briga entre os dois”, contou o ex-ala esquerdo.

 

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